Tribunal de Contas de MG suspende programa de escolas cívico-militares

O Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) determinou, nesta quarta-feira (13), a suspensão do programa Política Educacional Gestão Compartilhada: Escolas Cívico-Militares, mantido pelo governo estadual. A decisão, de caráter liminar, prevê inspeção nas nove escolas mineiras que já adotam o modelo e concede prazo de cinco dias para que o Estado comprove a paralisação do projeto.

Por maioria de votos (4 a 1), o tribunal também decidiu interromper as consultas sobre a adoção do modelo em outras 728 escolas e determinou que, a partir de 2026, o programa deixe de funcionar nas unidades já participantes.

O relator do caso, conselheiro Adonias Monteiro, solicitou que o secretário de Educação apresente informações detalhadas, como:

  • Situação atual das nove escolas no modelo cívico-militar;
  • Custos de implementação e manutenção;
  • Fonte dos recursos para remuneração dos militares;
  • Critérios de seleção e convocação dos militares;
  • Resultados pedagógicos baseados em dados e evidências;
  • Planejamento orçamentário para futuras unidades;
  • Documentação comprobatória.

Monteiro determinou ainda que, nas escolas já participantes, o programa seja mantido até o fim do ano letivo de 2025 para não prejudicar as atividades já planejadas.

O único voto contrário foi do conselheiro Licurgo Mourão, que considerou que o modelo não viola a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e que não há decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sua inconstitucionalidade.

A medida já está em vigor, mas ainda cabe recurso. O processo seguirá no TCE-MG até o julgamento definitivo.