O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, na noite desta quinta-feira (31), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em um jantar no Palácio da Alvorada. O gesto simboliza apoio ao ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções anunciadas pelos Estados Unidos.
A medida americana foi baseada na Lei Magnitsky, que permite a aplicação de sanções a pessoas acusadas de violar direitos humanos. O governo dos EUA impôs restrições financeiras a Moraes na quarta-feira (30), intensificando a tensão diplomática entre os países.
Todos os 11 ministros do STF foram convidados para o encontro. Até o momento, compareceram o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Alexandre de Moraes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também participou do jantar.
Essa é a segunda sanção imposta pelos EUA a Moraes. No dia 18 de julho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, de familiares e de aliados no Supremo.
As ações norte-americanas ocorreram após Moraes autorizar a abertura de um inquérito para investigar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele é suspeito de articular, junto ao governo Trump, medidas de retaliação contra autoridades brasileiras e tentar interferir no andamento da ação penal sobre a tentativa de golpe em 2022.
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está morando nos Estados Unidos desde março, quando pediu licença do mandato alegando perseguição política. A licença terminou no dia 20 de julho.

