Governo de Minas propõe concessão para construção de ponte entre Delfinópolis e Cássia

O Governo de Minas Gerais apresentou um projeto de concessão à iniciativa privada para viabilizar a construção de uma ponte sobre o Rio Grande, ligando os municípios de Delfinópolis e Cássia, no Sul do estado. A proposta prevê a implantação de pedágio e tem como objetivo solucionar um problema histórico de mobilidade enfrentado por moradores e produtores da região, atualmente dependentes de balsas para realizar a travessia.

Apesar da curta distância de aproximadamente 1,2 mil metros entre as duas cidades, o trajeto feito por balsas pode levar horas, especialmente em feriados e fins de semana. Segundo estimativas, cerca de 800 veículos utilizam esse percurso diariamente.

Casos como o do empresário Marcos Araújo, de Delfinópolis, que precisou retornar por uma estrada de terra após uma balsa quebrar durante a véspera de um feriado, ilustram os transtornos vividos pela população. A precariedade da travessia também afeta o agronegócio. De acordo com Evandro Lemos de Oliveira, presidente da Associação dos Produtores de Banana de Delfinópolis, exportações já foram comprometidas por atrasos. “Perdemos um voo em Guarulhos por conta do atraso na travessia. O prejuízo foi grande”, relatou.

Na última semana, o prefeito de Delfinópolis, Pedro Paulo Pinto (PSDB), informou que o projeto foi oficialmente apresentado pelo governo estadual e que uma audiência pública será realizada para debater os detalhes, incluindo o valor da tarifa. Segundo o prefeito, a proposta atual prevê R$ 15 por trecho, mas há negociações para reduzir esse valor para os moradores da região e isentar os veículos oficiais das prefeituras.

A expectativa é de que a licitação ocorra após a audiência pública e, se aprovada, as obras podem ter início já em 2026, com previsão de conclusão até março de 2029.

Além de melhorar o escoamento da produção agrícola, a nova ponte também deve impulsionar o turismo regional. Franck Arantes de Souza, secretário de Turismo de Cássia, acredita que a obra fortalecerá o turismo religioso e facilitará a integração de roteiros com destinos como Delfinópolis e Capitólio. “A ponte vai transformar a logística e beneficiar toda a região”, afirmou.