A Agência Nacional de Mineração (ANM) elevou para o nível 2 o estado de emergência da barragem B1-A, localizada no município de Brumadinho, na região do Vale do Ingá. A medida tem caráter preventivo e visa garantir a remoção segura de pelo menos dez famílias que vivem na zona de autossalvamento (ZAS), área de maior risco em caso de incidente. Apesar da elevação no nível de emergência, não há risco iminente de rompimento, segundo a própria ANM.
A barragem pertence à empresa Emicon Mineração e Terraplenagem e não tem qualquer relação com a estrutura da barragem da Vale que se rompeu em 2019, também em Brumadinho, e causou a morte de 270 pessoas. Com volume total de aproximadamente 914,5 mil metros cúbicos, a B1-A é significativamente menor que a da Vale, que despejou cerca de 12 milhões de m³ de rejeitos na tragédia.
O órgão identificou uma condição de “estabilidade marginal” na estrutura e, por precaução, determinou a retirada das famílias da comunidade de Quéias, que já foram notificadas. A evacuação será feita de forma programada, com início previsto para sexta-feira (25) e deve durar até cinco dias. Segundo a Prefeitura de Brumadinho, apenas uma das famílias precisa de auxílio para moradia e não há necessidade de uso de abrigos públicos.
Como resposta ao aumento do nível de emergência, a Prefeitura também instituiu a Comissão Estratégica Municipal (CEM), que acompanhará de perto a situação e orientará as medidas preventivas. Uma reunião entre os moradores e a Defesa Civil está agendada para esta quinta-feira (24).
A Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (AVABRUM) manifestou preocupação com o novo alerta, relembrando os traumas ainda recentes da tragédia de 2019.

