Hospitais enfrentam superlotação no Sul de Minas; emergência de Três Corações opera com 300% da capacidade

Unidades de saúde em diversas cidades do Sul de Minas Gerais enfrentam um cenário crítico de superlotação neste mês de julho. O caso mais grave é registrado em Três Corações, onde o Hospital São Sebastião opera com 300% de ocupação na sala de emergência e apresenta leitos clínicos com taxa superior a 100%.

A alta demanda é atribuída principalmente ao aumento de casos de doenças respiratórias típicas do outono e inverno, pressionando a rede hospitalar regional.

Situação nas principais cidades

Três Corações:
Com atendimento muito acima da capacidade, o Hospital São Sebastião enfrenta um colapso no setor de emergência, exigindo medidas urgentes de reforço à estrutura local.

Poços de Caldas:
A cidade conta com 322 leitos públicos e 652 no total. A taxa de ocupação no Hospital Santa Lúcia está em 86% e, na Santa Casa, em 84%. Apesar da pressão, o secretário adjunto de Saúde, José Gabriel Pontes Baeta, afirma que o sistema está sob controle e os casos de síndrome respiratória aguda grave diminuíram recentemente.

Pouso Alegre:
No Hospital das Clínicas Samuel Libânio, referência regional, a ocupação chega a 95% dos 333 leitos disponíveis. A unidade atende cerca de 3,5 milhões de pessoas em 191 municípios. De acordo com o diretor técnico Saulo Gonçalves Lamas, o foco está na gestão eficiente dos leitos para garantir o fluxo de pacientes.

Varginha:
A situação é ainda mais grave: todos os leitos da rede pública estão ocupados. O Hospital Regional (122 leitos), o Hospital Bom Pastor (112) e a UPA (18) operam com lotação máxima. O secretário de Saúde, Dr. Adrian Nogueira, afirma que a demanda elevada se deve ao perfil de atendimento das unidades, que recebem casos complexos como AVCs e infartos. O município aguarda autorização do Estado para ampliar a oferta de leitos.

Passos:
Na cidade, 95% dos leitos SUS estão ocupados na Santa Casa (259 leitos) e na UPA (36 leitos). O superintendente técnico, José Ronaldo Alves, reforça a importância de procurar as unidades básicas para casos menos graves, evitando a sobrecarga das emergências.


Diante do quadro, autoridades municipais cobram apoio do governo estadual para o credenciamento de novos leitos e o fortalecimento da atenção primária à saúde, medida vista como essencial para evitar que casos leves sobrecarreguem hospitais de média e alta complexidade.