Criptografia pós-quântica: segurança de dados será desafiada por avanço tecnológico

O avanço da computação quântica traz sérias ameaças à segurança digital atual, uma vez que essa tecnologia poderá quebrar os métodos de criptografia tradicional utilizados para proteger dados sensíveis. Diante disso, especialistas alertam que empresas e governos devem se preparar desde já, adotando estratégias e tecnologias de criptografia pós-quântica (PQC) para manter a privacidade no futuro.

Esses novos métodos de criptografia, baseados em matemática robusta e não em propriedades quânticas, prometem resistir à potência dos futuros computadores quânticos. Outra abordagem, mais avançada, é a Distribuição Quântica de Chaves (QKD), que usa leis da física para garantir a inviolabilidade das comunicações.

Apesar de a computação quântica ainda não estar plenamente operacional, projetos como o da IBM, que planeja um supercomputador quântico tolerante a falhas até 2029, indicam que a ameaça é real e crescente. Já existem algoritmos quânticos capazes de comprometer sistemas de criptografia assimétrica, hoje amplamente usados na internet.

Organizações como a IBM, o CPQD no Brasil e o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA (NIST) lideram o desenvolvimento de algoritmos seguros contra ataques quânticos. No Brasil, o CPQD iniciou um projeto de R$ 12,2 milhões para testar soluções como QRNG, PQC e QKD, com parcerias em áreas como blockchain, inteligência artificial e IoT.

O maior risco atual, segundo especialistas do Gartner e da Akamai, são ataques de coleta de dados hoje, com a intenção de descriptografá-los no futuro. Por isso, empresas precisam mapear urgentemente seus sistemas e adotar estratégias de criptoagilidade, criando estruturas modulares e atualizáveis para garantir segurança a longo prazo.