América Latina se divide entre apoio, repúdio e neutralidade após ataque dos EUA ao Irã

Governos da região se posicionam sobre bombardeios às instalações nucleares iranianas realizados no último sábado (21)

Governos da América Latina adotaram posturas distintas em relação ao ataque dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã. Enquanto Argentina e Paraguai expressaram apoio à ação liderada por Donald Trump, outros países, como Chile, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Cuba, repudiaram o bombardeio. México e Peru adotaram uma abordagem mais cautelosa, enfatizando a importância da paz e do diálogo.

Argentina e Paraguai apoiam os EUA

O presidente argentino Javier Milei demonstrou alinhamento com os EUA ao repostar mensagens de apoio ao ataque, inclusive de líderes israelenses. O governo paraguaio, por sua vez, reafirmou solidariedade a Israel e aos países aliados, embora tenha defendido a busca por soluções diplomáticas.

Condenação de países como Chile, Colômbia e Venezuela

O presidente chileno Gabriel Boric condenou abertamente o bombardeio, afirmando que atacar instalações nucleares viola o direito internacional. A Colômbia, liderada por Gustavo Petro, expressou “profunda preocupação” e afirmou que o uso unilateral da força contraria os princípios da ONU.
Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro classificou a ação como criminosa e expressou solidariedade total ao Irã. O ministro da Defesa venezuelano alertou que o conflito pode impactar diretamente o país por meio do mercado de petróleo.

Bolívia, Cuba e Uruguai criticam ação americana

Luis Arce, presidente da Bolívia, repudiou o ataque, destacando os riscos à paz regional e mundial. O líder cubano Miguel Díaz-Canel considerou a ofensiva uma “grave violação do direito internacional”. Já o Uruguai demonstrou “profunda preocupação” com a escalada do conflito e alertou para o risco de vazamento radioativo.

México e Peru pedem diálogo

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum recorreu a uma citação do Papa Francisco para se posicionar pela paz. A chancelaria mexicana reforçou o compromisso com os princípios pacifistas de sua constituição e defendeu o papel central da ONU no enfrentamento da crise.
O Peru, por sua vez, demonstrou “extrema preocupação” com a escalada da violência e pediu a suspensão das ações militares em favor de canais diplomáticos.

Enquanto os EUA alegam ter destruído instalações estratégicas iranianas, governos latino-americanos se dividem entre a defesa da soberania nacional, o combate ao terrorismo e a preservação da paz mundial.