O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi destaque durante a cúpula do G7, realizada em Kananaskis, no Canadá, não apenas por sua participação nas discussões internacionais, mas também por episódios que geraram constrangimento e críticas. Lula foi convidado para o evento que reúne as sete maiores economias do mundo — Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos — apesar de o Brasil não ser membro do grupo.
Durante a reunião, o petista enfrentou dificuldades com o equipamento de tradução simultânea, o que o impediu de compreender o início do discurso do primeiro-ministro canadense, Mark Carney. Em tom bem-humorado, Carney interrompeu sua fala para esperar que a tradução fosse restabelecida. A cena gerou desconforto entre os presentes, que presenciaram Lula reclamar do funcionamento do aparelho e atrasar o andamento da reunião. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, chegou a sugerir que o presidente do Conselho Europeu, António Costa, traduzisse os discursos para o presidente brasileiro — proposta que foi recebida com risos pelos demais líderes.
O episódio voltou a se repetir no momento da foto oficial. Enquanto os chefes de Estado se posicionavam para o registro, Lula se distraiu conversando com António Costa, o que levou outros líderes, como Emmanuel Macron (França) e Mark Carney (Canadá), a chamarem sua atenção com bom humor, repetindo seu nome em voz alta. Até o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ao lado de Lula, riu da situação.
A sequência de eventos foi utilizada politicamente pelo senador Sergio Moro (União Brasil-PR), que usou as redes sociais para criticar o presidente. “Lula mostra sinais de senilidade na reunião ampliada do G7. No improvável e indesejável segundo mandato, o Brasil seria de fato governado pela Janja”, escreveu o ex-juiz e ex-ministro da Justiça.
Além das gafes e críticas, o encontro também foi marcado por uma declaração conjunta dos líderes do G7, na qual expressaram apoio a Israel diante dos ataques do Irã, além de pedirem uma desescalada das tensões no Oriente Médio. No documento, os países destacaram que o governo israelense tem o direito de se defender dos ataques iranianos, e que o Irã é a principal fonte de instabilidade e terror na região. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi ausência notável na foto oficial, após deixar a reunião antecipadamente devido à crise no Oriente Médio.

