O Kremlin afirmou nesta quinta-feira (5) que a Rússia responderá aos recentes ataques da Ucrânia “como e quando considerar adequado”. Em comunicado à imprensa, o porta-voz Dmitry Peskov acusou o governo de Kiev de praticar terrorismo estatal, após ações que incluíram ataques com drones a bases aéreas na Sibéria e no extremo norte, além da explosão de pontes ferroviárias no sul da Rússia, que deixaram sete mortos.
Peskov destacou que o presidente Vladimir Putin classificou o governo ucraniano como um “regime terrorista”, alegando que teria ordenado diretamente a explosão de um trem de passageiros — embora nenhuma prova tenha sido apresentada até o momento, e Kiev não tenha reconhecido responsabilidade pelos ataques.
Os recentes confrontos ampliaram a escalada da guerra iniciada em fevereiro de 2022, mesmo após uma tentativa de retomada das negociações de paz na Turquia no mês passado. Apesar disso, Peskov afirmou que Putin apoia a continuidade de diálogos técnicos com a Ucrânia, conforme proposto pelo ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.
Durante o briefing, Peskov também confirmou que Putin e Donald Trump conversaram por telefone, mas não discutiram um encontro presencial nem o possível afrouxamento das sanções impostas à Rússia. Segundo ele, há um entendimento de que uma reunião entre os dois líderes seria útil, desde que adequadamente preparada.

