Rússia e Ucrânia realizam maior troca de prisioneiros desde o início da guerra

Neste domingo (25), Rússia e Ucrânia concluíram a maior troca de prisioneiros desde o início do conflito, há três anos. Segundo o Ministério da Defesa russo e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, mil prisioneiros de cada lado foram libertos ao longo de três dias de operação iniciada na sexta-feira. A ação incluiu, além de militares, 120 civis de cada país. No último dia da troca, 303 prisioneiros foram liberados por cada nação.

“Hoje, os guerreiros das nossas Forças Armadas, da Guarda Nacional, do Serviço de Guarda de Fronteiras e do Serviço de Transporte Especial estão voltando para casa”, declarou Zelenskiy em sua conta no Telegram.

Essa troca representa o primeiro gesto concreto em direção à paz desde que os dois países retomaram conversas diretas em 16 de maio — ainda sem avanços em um possível cessar-fogo.

Tanto a Ucrânia quanto os Estados Unidos e aliados ocidentais vêm defendendo uma trégua temporária de 30 dias, sem pré-condições, para possibilitar negociações mais amplas de paz.

Embora os números oficiais não sejam divulgados, estima-se que centenas de milhares de soldados tenham sido mortos ou feridos, além de dezenas de milhares de civis ucranianos mortos em bombardeios e cercos a cidades promovidos por tropas russas.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que, após o fim da troca de prisioneiros, o país pretende apresentar à Ucrânia uma proposta inicial de um acordo de paz de longo prazo.