A Rússia lançou, neste domingo, o maior ataque com drones contra a Ucrânia desde o início do conflito, destruindo residências e deixando pelo menos uma mulher morta. A ofensiva ocorreu um dia antes de uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder russo Vladimir Putin, em que será discutida uma proposta de cessar-fogo.
De acordo com o serviço de inteligência ucraniano, Moscou também estaria planejando o lançamento de um míssil balístico intercontinental ainda no domingo, como forma de intimidar os países ocidentais. O governo russo, no entanto, não respondeu à acusação.
Em Roma, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy buscou reforçar os laços com os Estados Unidos após uma visita mal-sucedida à Casa Branca em fevereiro. Ele se reuniu com o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio durante a cerimônia de posse do Papa Leão.
Zelenskiy classificou o encontro como “positivo” e compartilhou imagens com os representantes norte-americanos em clima amistoso. Segundo a imprensa ucraniana, a reunião durou cerca de 40 minutos.
“Reafirmei que a Ucrânia está disposta a participar de uma diplomacia séria e destaquei a urgência de um cessar-fogo total e incondicional”, afirmou o presidente.
Após a missa de posse, Zelenskiy também teve um encontro com o Papa Leão, novo pontífice do Vaticano.
Na última sexta-feira, Ucrânia e Rússia realizaram suas primeiras negociações diretas em mais de três anos, motivadas pela pressão de Trump para que ambas as partes concordem com um cessar-fogo. Durante o encontro, houve acordo para a troca de mil prisioneiros de cada lado, mas nenhuma decisão foi tomada quanto a uma trégua. Um integrante da delegação ucraniana afirmou que as exigências russas eram “inaceitáveis”.

